
Você sabe como fazer degustação de vinhos?
Existem profissionais especializados na degustação de vinhos. Passam horas saboreando o vinho para escolher os melhores. E ganham bem para realizar essa tarefa. Mas o conceito de melhor é relativo. Afinal de contas, o melhor é aquele que mais agrada ao seu paladar, não é mesmo?
Nem sempre os melhores vinhos são os mais caros. Essa é uma medida muito equivocada, baseada somente no poder de aquisição das pessoas. Se o preço é muito alto, então o vinho é bom!
Na verdade, você mesmo pode escolher aquele for melhor ao seu paladar e que mais se ajusta às suas preferências pessoais. Veja agora mesmo como fazer a degustação de vinhos!
Observe a aparência do vinho
O primeiro passo é observar a aparência do vinho. Coloque a bebida em uma taça e incline-a 45º para a frente — tome cuidado para não derramar!
Essa posição permite que o observador contemple o vinho no formato ovalado. As bordas são geralmente de cor menos acentuada enquanto a parte central tem tom mais escura. As bordas recebem o nome de “anel” e o centro de “olho”.
Você deverá observar alguns pontos sobre os quais falaremos um pouco a seguir.
Limpidez
O vinho de boa qualidade deve ser límpido, exceto nos casos em que ele não é filtrado (essa condição vem descrita no rótulo). O anel dos tintos costuma ter limpidez e não turbidez quando a bebida realmente foi bem produzida.
Se notar a presença de partículas no fundo da taça ou no anel, confira a idade e o tipo de vinho. Os novos não contêm depósito, mas os mais antigos (como Bordeuax e Vintage, por exemplo) costumam apresentar essas partículas.
Cor
A cor ajuda a definir a idade do vinho e variam de acordo com o tempo. Olha só:
- os tintos jovens apresentam bordas com cor entre roxo claro e vermelho forte, enquanto os tintos com mais idade têm bordas com coloração entre laranja e cor de tijolo;
- os brancos novos são mais claros e esverdeados, enquanto os maduros têm o anel com coloração de âmbar;
- os rosés mais novos têm anel cor-de-rosa, enquanto os mais envelhecidos apresentam coloração próxima do âmbar e do dourado.
Viscosidade
Continue a degustação de vinhos colocando a taça novamente “em pé” e observe se a bebida desce com naturalidade ou se fica aderindo ao cristal, deixando atrás de si uma camada escorrendo na forma de gotículas (“lágrimas” ou “pernas”, na linguagem técnica).
Caso existam lágrimas, é sinal de teor alcoólico mais alto e de textura de veludo (vinho encorpado), pois os vinhos com pouco álcool e ralos não apresentam tal característica.
Sinta o aroma
Se, na primeira etapa da degustação de vinhos, você usou a visão, agora você fará uso do olfato. Para isso, crie um “redemoinho” com a bebida, girando levemente a taça em um movimento circular.
Certamente, você já deve ter visto os profissionais em degustação fazerem esse movimento. Essa ação ajuda na liberação dos aromas, pois permite um contato maior do vinho com o ar, ou seja, favorece a oxigenação da bebida.
Você deve colocar seu nariz no interior da taça e inspirar. Então, procure três tipos específicos de aromas. O primeiro é o de frutas, ou seja, você deve associar o aroma do vinho a frutas que já conhece. Os tintos costumam apresentar aromas que remetem a frutas vermelhas (como morango, framboesa e amora) enquanto os aromas dos brancos remetem a frutas cítricas ou maçãs.
O segundo tipo de aroma é o de especiarias. Verifique se o vinho exala odor semelhante ao de temperos (como pimentas, ervas secas ou frescas).
Já o último tipo é o de tostados, ou seja, aromas próximos de couro ou doces (caramelo, cravo, canela, baunilha, coco). Esse aroma é resultado da fase de armazenamento do vinho em barris de madeira.
Saboreie o vinho
Finalmente, na última etapa de degustação de vinhos, você fará uso do paladar. Tome somente um pouco da bebida, deixando-a passar por sua boca antes de engolir. Esse procedimento permitirá que a bebida atravesse diferentes regiões gustativas da língua. Também favorece a percepção do nível de encorpamento do vinho (sua textura).
Uma dica é aspirar ar pela boca durante o ato de saborear, pois aprimora a percepção dos aromas. Você consegue assim unificar a segunda com a terceira etapa da degustação de vinhos. É importante identificar, de forma isolada, alguns aspectos. Veja quais são eles a seguir.
Doçura
O vinho pode ter sabor doce, seco ou meio seco. Certos tipos passam a impressão de que são meio secos, especialmente os rosés e os brancos.
Acidez
Os vinhos também apresentam outra característica relacionada ao sabor: a acidez. Ela provoca uma sensação de frescor e aumenta a produção de saliva. Podem ter acidez alta, média (moderada) ou leve.
Se o vinho não apresentar acidez ou apresentá-la em nível muito baixo, ele é considerado flácido. Por outro lado, se a bebida se apresentar muito ácida, ela é considerado azedo.
Os vinhos espumantes, os rosés e os brancos destacam-se por sua acidez alta e por seu frescor.
Tanino
O tanino é uma substância que provoca a sensação de secura. Isso acontece especialmente quando você degusta vinhos tintos. Eles costumam deixar os dentes, a gengiva e a língua mais ásperos. Tal como a acidez, o nível de taninos em um vinho pode ser leve, médio ou elevado.
Corpo
O corpo pode ser entendido como o “peso” que a bebida exerce em sua boca durante a degustação. Um vinho pode ser encorpado (mais pesado), médio ou leve.
Graduação alcoólica
Quanto mais alta for a graduação alcoólica, mais quente seu paladar sentirá a bebida e a sensação de corpo também será maior. Assim, um vinho encorpado geralmente tem mais álcool.
Final de boca
O “final de boca” consiste no período em que o vinho passa em sua boca antes de ser engolido, ou seja, ele pode ser curto, médio ou longo.
Muitos sabores só se revelam no final de boca. Por isso, você deve ficar atento a esse detalhe para definir se ele foi agradável e se foi possível sentir sabores diferentes.
Entenda a escolha do vinho
Caso, depois das três etapas da degustação, você perceba que o vinho corresponde às suas expectativas, ótimo. Esse é o ideal para você beber.
Caso contrário, você deve procurar outro vinho. Talvez, o sabor tenha sido desagradável ao seu paladar. Os aromas também podem ter sido desagradáveis, como de ácido acético (vinagre), fósforos, esmalte e fermento. O importante é que a bebida lhe agrade e seja satisfatória ao seu paladar.
E agora? Sente-se preparado para realizar uma degustação de vinhos? Se achou o post interessante, aproveite para compartilhá-lo agora mesmo em suas redes sociais!